Entrou em vigor neste mês de janeiro o novo valor do salário mínimo no Brasil. O piso nacional passou de R$ 1.518 para R$ 1.621, representando um aumento de R$ 103 no contracheque dos trabalhadores que recebem o mínimo. O reajuste corresponde a 6,79% e foi oficializado pelo Ministério do Planejamento e Orçamento.
O impacto da atualização vai além do salário mensal. Segundo cálculos do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), a elevação do piso deverá movimentar aproximadamente R$ 81,7 bilhões na economia ao longo do ano. O aumento da renda tende a estimular o consumo, influenciar a arrecadação de impostos e afetar diretamente benefícios previdenciários e assistenciais vinculados ao salário mínimo.
A definição do novo valor seguiu a política permanente de valorização do salário mínimo, que combina dois fatores: a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado até novembro do ano anterior, que ficou em 4,18%, e o crescimento da economia registrado dois anos antes. Esse segundo componente, no entanto, é limitado pelo arcabouço fiscal, que estabelece um ganho real máximo de 2,5% acima da inflação.
Com a aplicação da regra, o cálculo chegou ao valor de R$ 1.620,99. Como a legislação determina o arredondamento para cima, o piso nacional foi fixado em R$ 1.621.
O crescimento econômico considerado no reajuste foi confirmado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que revisou os dados do Produto Interno Bruto (PIB) de 2024 e apontou uma expansão de 3,4%. Mesmo diante de um cenário de controle mais rígido dos gastos públicos, o governo manteve a política de correção do salário mínimo, considerada estratégica para a renda da população e o dinamismo da economia.
