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Cidade com menos de 3 mil moradores lidera ranking de riqueza por habitante em Goiás

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Perolândia se destaca no PIB per capita, enquanto Goiânia concentra a maior economia do estado; indicadores mostram aspectos diferentes da produção de riqueza

Goiânia tem a maior economia de Goiás, mas é Perolândia, no Sudoeste goiano, que lidera a produção de riqueza por habitante. Com menos de 3 mil moradores, o município ocupa o primeiro lugar estadual em PIB per capita nos dados referentes a 2023.

A diferença está na forma de calcular os indicadores. O Produto Interno Bruto (PIB) representa o valor dos bens e serviços produzidos em um município durante o ano. Já o PIB per capita divide essa produção pelo número de habitantes.

Em 2023, a economia goiana movimentou R$ 336,7 bilhões, colocando Goiás na nona posição entre as maiores economias estaduais do país.

Goiânia lidera, e Rio Verde aparece em segundo

A capital goiana ocupou a 15ª posição entre as maiores economias municipais do Brasil e ficou em segundo lugar no Centro-Oeste, atrás de Brasília.

Entre 2022 e 2023, o PIB de Goiânia cresceu 14,3% em valores nominais, ou seja, sem descontar a inflação do período.

Rio Verde ficou com a segunda maior economia de Goiás, à frente de Anápolis e Aparecida de Goiânia, com destaque para a força do agronegócio e das atividades ligadas ao setor.

Juntos, os dez municípios com maior PIB concentraram 54,6% de toda a produção econômica estadual, evidenciando a concentração da atividade em parte do território goiano.

Municípios pequenos se destacam por habitante

No PIB per capita, Perolândia alcançou a 28ª colocação nacional. Davinópolis apareceu em 30º lugar, enquanto Chapadão do Céu ficou na 59ª posição.

A média estadual foi de R$ 47.722 por habitante. Entre os municípios de maior população, Rio Verde se destacou com aproximadamente R$ 98,8 mil, ocupando a 19ª posição em Goiás. Goiânia registrou R$ 52,7 mil, ficando em 80º lugar.

Na outra ponta, Águas Lindas de Goiás apresentou o segundo menor PIB per capita do estado, com cerca de R$ 13,6 mil.

Rio Quente, São Simão e Campo Alegre de Goiás passaram a integrar o grupo dos dez maiores resultados por habitante em 2023. Os municípios têm atividades de destaque no turismo, na geração de energia e no agronegócio, respectivamente.

PIB elevado não significa renda alta para todos

Apesar do nome, o PIB per capita não representa o salário nem o dinheiro disponível para cada morador. Trata-se de uma média da produção econômica municipal.

Em cidades pouco populosas, a presença de uma grande indústria, usina ou produção agropecuária pode elevar bastante o indicador. Isso, porém, não permite concluir que todos os habitantes tenham renda elevada ou acesso adequado a serviços públicos.

Para compreender como a riqueza chega à população, é necessário observar também emprego, remuneração, desigualdade e condições de vida. Os números mostram a capacidade de produção dos municípios, mas não revelam, sozinhos, como os benefícios dessa atividade são distribuídos.

Vicente Pires terá novas vias pavimentadas e reforço na drenagem urbana

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Moradores da Colônia Agrícola Samambaia, em Vicente Pires, acompanham o avanço das obras que prometem mudar as condições de infraestrutura da região. Com intervenções em diferentes pontos das avenidas da Misericórdia e do Contorno, os trabalhos incluem implantação de drenagem, pavimentação e preparação das ruas para receber o asfalto e o piso intertravado.

A execução faz parte do Lote 2 de urbanização de Vicente Pires, que conta com investimento previsto de R$ 58,8 milhões. O projeto contempla aproximadamente 29 mil pessoas e representa uma das etapas finais da regularização da infraestrutura urbana da cidade.

Entre as melhorias previstas estão 12,6 quilômetros de redes de captação de águas pluviais e 83,4 mil metros quadrados de pavimentação. O pacote também inclui calçadas com acessibilidade, meios-fios, sinalização viária e uma lagoa de detenção, projetada para receber o excesso de água da chuva e diminuir a possibilidade de alagamentos.

As intervenções alcançam as avenidas da Misericórdia, do Contorno e Flor da Índia, além das chácaras localizadas nas proximidades.

Na Avenida da Misericórdia, as equipes atuam em três frentes. Na Chácara 116, os serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário já foram executados. A instalação das galerias pluviais foi programada para depois do período chuvoso. Enquanto isso, será colocado um revestimento provisório na via para melhorar as condições de circulação.

O secretário executivo de Obras, Erinaldo Sales, explicou que a decisão considera os impactos que uma intervenção de drenagem poderia provocar na rotina da comunidade neste momento. Em outro ponto da avenida, na Chácara 114F, está em andamento a colocação de piso intertravado. Na Chácara 59, os serviços de drenagem foram encerrados e a preparação da base para receber os blocos também foi concluída.

Na Avenida do Contorno, a pavimentação avança em uma extensão de 250 metros. Para acelerar o andamento dessa etapa, a estrutura do pavimento foi modificada. A previsão é aplicar a camada final de base antes da execução do revestimento asfáltico.

Erinaldo Sales informou que a intenção é concluir as frentes atualmente abertas nos próximos dias e dar continuidade às demais etapas do projeto.

Com a conclusão do pacote de serviços, a Colônia Agrícola Samambaia deverá contar com uma estrutura viária mais completa, incluindo pavimento, drenagem, calçadas e sinalização. A expectativa é reduzir problemas recorrentes provocados pela lama e pela poeira, além de melhorar a circulação de veículos e pedestres na região.

Transporte aéreo de coração mobiliza equipe do Detran-DF

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A aeronave utilizada pelo Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) realizou, na noite da última quinta-feira (29), mais uma missão de apoio à rede de transplantes. O voo transportou um coração da Base Aérea de Brasília até o Instituto de Cardiologia e Transplantes do Distrito Federal (ICTDF).

Identificada como Sentinela 01, a aeronave chegou à 88ª operação de transporte de coração desde 2010. O serviço é realizado para viabilizar o deslocamento de órgãos até as unidades responsáveis pelos procedimentos de transplante.

A atuação da equipe do Detran-DF nesse tipo de missão envolve o transporte aéreo em situações que exigem rapidez, já que o tempo é um fator fundamental para a utilização dos órgãos destinados a pacientes que aguardam na fila de transplantes.

Com a operação mais recente, o departamento reforça sua participação em ações que vão além das atividades tradicionais de fiscalização e organização do trânsito, contribuindo também com iniciativas de suporte à saúde pública e de preservação da vida.

Autônomos do DF terão que aderir a sistema nacional para emissão de notas fiscais

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Os profissionais autônomos registrados no Cadastro Fiscal do Distrito Federal (CFDF) terão uma mudança na rotina de emissão de documentos fiscais a partir de novembro. Desde o dia 1º, quem emitir Nota Fiscal de Serviços eletrônica (NFS-e) deverá utilizar o Emissor Nacional, sistema que concentra as operações fiscais de serviços em uma plataforma única.

A determinação foi divulgada no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) desta quinta-feira (29/10). De acordo com a Secretaria de Economia (Seec-DF), os contribuintes poderão acessar o serviço pelo portal nacional ou utilizar sistemas próprios conectados à plataforma por meio da API do Ambiente de Dados Nacional (ADN).

A alteração, entretanto, não torna obrigatória a emissão de notas fiscais pelos trabalhadores autônomos. Segundo a secretaria, permanece em vigor a regra prevista no Decreto nº 43.982, de 5 de dezembro de 2022, que estabelece o caráter facultativo da emissão para essa categoria.

O ambiente nacional foi desenvolvido para centralizar informações relacionadas à prestação de serviços. Além de registrar notas emitidas, o sistema reúne dados sobre cancelamentos, cartas de correção, créditos, débitos e procedimentos de apuração.

Outra possibilidade oferecida pela ferramenta é a conexão com sistemas de prefeituras conveniadas, empresas e programas de gestão. A integração permite automatizar o encaminhamento de documentos fiscais e consultar informações e parâmetros disponíveis na plataforma.

GDF destina R$ 200 mil à revitalização de espaços públicos na 716 Norte

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As passagens entre os blocos e os espaços de convivência da 716 Norte estão recebendo melhorias em uma ação do Governo do Distrito Federal (GDF) voltada à recuperação da infraestrutura urbana. O projeto prevê a instalação de aproximadamente 40 novos pontos de iluminação, com investimento estimado em R$ 200 mil.

A intervenção envolve diferentes órgãos do governo e conta com a participação da Companhia Energética de Brasília Iluminação Pública e Serviços (CEB IPes). A empresa atua na manutenção dos equipamentos existentes, na recuperação da rede e na implantação de novos pontos de luz.

Com o reforço da iluminação, a proposta é melhorar as condições de circulação durante o período noturno, especialmente nos trechos utilizados diariamente por moradores e pedestres. A medida integra um conjunto de serviços destinados à revitalização dos espaços públicos da região.

As obras contemplam ainda melhorias na infraestrutura das passagens e dos locais destinados à convivência. A intenção é proporcionar melhores condições de uso dessas áreas, estimulando a presença dos moradores e tornando os ambientes mais adequados à circulação e ao convívio comunitário.

Além de modernizar a iluminação, a iniciativa busca valorizar espaços urbanos que fazem parte do cotidiano da população da 716 Norte, ampliando as possibilidades de utilização e convivência nesses locais.

Sistema que reúne documentos urbanísticos do DF passa por modernização

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Profissionais que trabalham com planejamento urbano, pesquisadores e moradores do Distrito Federal passam a contar com uma versão renovada do principal sistema de consulta à documentação urbanística da capital. A Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh-DF) apresentou, na última quarta-feira (28), a reformulação do Sistema de Documentação Urbanística e Cartográfica (Sisduc), que concentra registros e informações utilizados na organização do território.

A atualização também elimina uma etapa burocrática para os servidores da própria secretaria. Com a nova versão, os colaboradores podem obter diretamente pela internet a numeração dos projetos urbanísticos. Até então, a solicitação dependia de um procedimento administrativo que precisava percorrer diferentes setores e passar por encaminhamentos internos.

A mudança foi incorporada após a equipe identificar a necessidade de tornar esse atendimento mais ágil. A funcionalidade representa uma das primeiras intervenções realizadas no portal e abre caminho para a inclusão de outros recursos nas próximas etapas de desenvolvimento.

A reformulação não se limitou às ferramentas disponíveis. A Seduh também substituiu a programação antiga por uma estrutura tecnológica mais atual, preparada para facilitar a manutenção e permitir novas evoluções. A interface foi reorganizada para simplificar a navegação e melhorar a experiência dos usuários.

O trabalho foi conduzido pela Unidade de Geoinformação Territorial (UnGeo), em colaboração com a Unidade de Tecnologia (Untec). De acordo com a chefe da UnGeo, Litz Mary Lima, a modernização cria condições para que o sistema continue sendo aprimorado sem comprometer a facilidade de acesso do público.

A dimensão do serviço ajuda a explicar a necessidade de investimento na plataforma. O Sisduc chega a registrar 80 mil acessos por mês e funciona como fonte de consulta para diferentes públicos. O acervo inclui plantas, projetos urbanísticos, memoriais descritivos, documentos sobre parcelamento do solo e normas que estabelecem critérios para a ocupação e a utilização das áreas do DF.

Criado pelo Decreto nº 42.599, de 8 de outubro de 2021, o sistema reúne a documentação urbanística e cartográfica utilizada em pesquisas e consultas relacionadas ao ordenamento territorial do Distrito Federal. A expectativa da secretaria é ampliar gradualmente as funcionalidades do portal.

O acesso à plataforma está disponível em sisduc.seduh.df.gov.br/v1.

Casa da Mãe Atípica amplia alcance e inspira representantes de Rondônia

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Foto: Divulgação/SMDF

 

A criação de um espaço exclusivo para apoiar mães de crianças atípicas entrou no radar de representantes de Jaru, em Rondônia. A presidente da Câmara Municipal, Tatiane da Saúde, e a vereadora Suhelen Fernanda estiveram na Casa da Mãe Atípica do Distrito Federal, na quarta-feira (28), para conhecer a iniciativa e buscar referências que possam contribuir para a implantação de um projeto semelhante no município.

O interesse surgiu depois que as parlamentares acompanharam, pelas redes sociais, a divulgação do novo equipamento público. Em Jaru, já existem serviços destinados às crianças atípicas, mas as mães ainda não contam com uma unidade específica para receber orientação, apoio e oportunidades de desenvolvimento profissional.

Durante a visita, as vereadoras conheceram a proposta de atendimento da Casa, que combina serviços de assistência e atividades voltadas à autonomia das mulheres. A ideia é entender como a estrutura foi organizada e quais experiências poderiam ser adaptadas às necessidades da população rondoniense.

Tatiane da Saúde, que é mãe atípica, destacou a importância de iniciativas que considerem também as necessidades de quem cuida. A parlamentar demonstrou interesse em conhecer os detalhes do funcionamento da unidade e elogiou a forma como foi recebida pela equipe.

Suhelen Fernanda, por sua vez, chamou a atenção para as ações de qualificação profissional. Para a vereadora, permitir que as mães desenvolvam atividades remuneradas enquanto mantêm os cuidados com os filhos representa um avanço na busca por independência financeira.

A visita foi acompanhada pela Secretaria da Mulher do Distrito Federal (SMDF), responsável pela coordenação da Casa em parceria com a Ação Social Renascer. A secretária da pasta, Jackeline Aguiar, avaliou que a procura de representantes de outros estados evidencia o potencial da iniciativa para inspirar novas políticas públicas.

Na avaliação da diretora-geral da Casa da Mãe Atípica e dos Centros de Referência da Mulher Brasileira, Sueneide Melo, o intercâmbio de experiências entre municípios pode ampliar a rede de proteção às famílias. Ela ressaltou que o acolhimento precisa alcançar também as mulheres que dedicam grande parte do tempo ao cuidado de outras pessoas.

Estrutura oferece serviços e cursos gratuitos

A Casa da Mãe Atípica foi inaugurada em 14 de outubro e está instalada no Estacionamento 13 do Parque da Cidade, em Brasília. O local disponibiliza serviços de saúde, orientação jurídica e atendimentos psicológico e social, realizados sem agendamento. Para consultas psiquiátricas, é necessário marcar horário.

A unidade também oferece oficinas gratuitas de ioga e dança, além de atividades de capacitação profissional. Para facilitar a participação das mães, as crianças são acompanhadas por psicopedagogas enquanto as responsáveis utilizam os serviços.

O atendimento ocorre de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h. A Casa está com 60 vagas abertas para cursos gratuitos de alongamento de unhas e mundo digital. As aulas começam em 5 de novembro, e as alunas que concluírem as atividades receberão certificado.

A experiência apresentada às parlamentares de Rondônia reúne, assim, diferentes frentes de apoio às mães atípicas, com atenção ao acolhimento, à orientação e à possibilidade de ampliar as oportunidades de qualificação e geração de renda.

PMDF reforça estrutura operacional com 300 novos dispositivos Taser

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Foto: Arquivo/Agência Brasília

 

A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) vai ampliar os recursos disponíveis para o atendimento de ocorrências com a aquisição de 300 kits da Taser 10. O material reúne dispositivos de condução de energia e acessórios para treinamento, contemplando tanto a preparação dos policiais quanto o emprego operacional da tecnologia.

A compra coloca em evidência uma modalidade de equipamento utilizada pelas forças de segurança para conter pessoas em circunstâncias específicas. A Taser 10 provoca incapacitação neuromuscular temporária e pode ser uma opção em abordagens nas quais os agentes precisem controlar uma situação de risco sem recorrer imediatamente ao uso de arma de fogo.

O recurso, no entanto, exige uma análise cuidadosa antes de sua utilização. A presença de uma pessoa agressiva, por si só, não determina o uso do dispositivo: os policiais precisam avaliar a ameaça, as condições da ocorrência e os possíveis efeitos da intervenção sobre todos os envolvidos.

Na prática, a escolha dos meios de contenção deve respeitar os princípios da legalidade, da necessidade e da proporcionalidade, além das regras operacionais da corporação. A utilização da tecnologia também pode reduzir a necessidade de confronto físico direto quando as circunstâncias permitem esse tipo de abordagem.

Os kits adquiridos incluem acessórios para treinamento, destinados à preparação dos profissionais para o manuseio dos equipamentos. A capacitação é parte do processo de incorporação da tecnologia ao serviço policial e deve acompanhar o emprego operacional dos dispositivos.

A aquisição integra as iniciativas de modernização da PMDF e amplia o conjunto de ferramentas disponíveis para o efetivo. Os equipamentos são classificados como armas eletroeletrônicas de incapacitação neuromuscular (AINM) e têm como finalidade oferecer uma alternativa de contenção em ocorrências compatíveis com seu emprego.

Travessia subterrânea da Asa Norte é pichada após investimento em melhorias

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Foto: Imagens de vídeo/Reprodução

A passagem subterrânea que liga as quadras 107 e 108 Norte, no Plano Piloto, voltou a demandar serviços de manutenção após ser pichada na quarta-feira (28). A estrutura havia acabado de passar por uma reforma executada pela Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap) e foi entregue à Administração Regional do Plano Piloto na terça-feira (27).

As intervenções realizadas no local abrangeram diferentes pontos da estrutura, utilizada por pedestres para cruzar o Eixão. Menos de um dia após a entrega, paredes, escadas e rampas de acesso foram encontradas com inscrições e desenhos feitos com tinta spray nas cores vermelha, azul e verde.

A recuperação incluiu reparos nos revestimentos de pisos e paredes, a instalação de corrimãos metálicos e a substituição das grelhas responsáveis pela captação da água da chuva. A obra também contemplou a pintura dos ambientes, com tinta epóxi nas paredes e nos pisos e tinta acrílica nos tetos.

O conjunto de serviços foi além da recuperação visual. A Novacap realizou a manutenção das claraboias, substituiu lâmpadas queimadas e recuperou os pisos que conectam a passagem às paradas de ônibus. Na área externa, foram instalados meios-fios de concreto para conter o deslocamento de terra dos taludes.

A recuperação de cada passagem subterrânea tem custo médio de R$ 350 mil. O investimento busca melhorar as condições de uso, segurança, acessibilidade e conservação das travessias do Plano Piloto.

Agora, os pontos atingidos pelas pichações precisarão passar por limpeza e preparação para receber uma nova camada de tinta. O retrabalho exige materiais e a mobilização de profissionais para corrigir danos em áreas que haviam sido recuperadas recentemente.

A travessia da 107/108 Norte integra o grupo de oito passagens subterrâneas reformadas pela Novacap nas asas Sul e Norte. As estruturas fazem parte da infraestrutura de circulação de pedestres da região central de Brasília.

GDF propõe punições para depredação do patrimônio público

Enquanto os reparos decorrentes das pichações exigem novas intervenções, uma proposta legislativa em análise na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) busca ampliar as punições para atos de vandalismo.

O Projeto de Lei nº 2.432/2026, encaminhado pelo Governo do Distrito Federal (GDF), prevê sanções administrativas para quem danificar bens públicos. Entre as medidas propostas estão multas que podem alcançar R$ 100 mil, além da responsabilização pelos prejuízos causados.

O texto ainda está em tramitação na CLDF. A iniciativa pretende reforçar os instrumentos de responsabilização por danos ao patrimônio público e contribuir para a preservação de equipamentos e espaços utilizados pela população.

O episódio na Asa Norte evidencia o impacto da depredação sobre estruturas recém-recuperadas e a importância de preservar os espaços públicos para evitar a necessidade de refazer serviços custeados com recursos públicos.

Programas sociais e educacionais do DF terão avaliação para novos avanços

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Foto: Felipe Noronha/SEEDF

 

O Governo do Distrito Federal (GDF) instituiu uma equipe técnica para estudar o funcionamento de três programas de benefícios e identificar medidas que possam aperfeiçoar sua execução. A criação do grupo foi oficializada nesta quinta-feira (29), com a publicação do Decreto nº 49.641 no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF).

Os trabalhos terão caráter multidisciplinar e incluirão análises sobre a organização das iniciativas, os recursos destinados a cada uma e as ferramentas utilizadas na prestação dos serviços. A equipe também deverá considerar fatores sociais e educacionais, além de aspectos tecnológicos e orçamentários, para embasar eventuais propostas de melhoria.

A composição do grupo reúne órgãos responsáveis por áreas diretamente relacionadas aos benefícios. A Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF) ficará responsável pela coordenação, com a participação da Secretaria de Educação (SEE-DF), do Banco de Brasília (BRB) e de entidades representativas dos setores produtivos envolvidos. O Sebrae-DF será convidado a colaborar com as atividades.

O cronograma prevê 60 dias para a conclusão dos estudos, contados a partir da publicação do ato de designação dos integrantes. O prazo poderá ser prorrogado por mais 60 dias, e os participantes não receberão remuneração pela atuação no grupo.

Entre as iniciativas relacionadas ao trabalho está o programa de uniformes escolares, que disponibiliza crédito para a compra das peças pelos estudantes da rede pública. Para o ano letivo de 2026, o benefício foi disponibilizado no fim de 2025, no valor aproximado de R$ 282 por aluno.

O modelo de execução desse programa é acompanhado pelo Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF), que analisa questões relativas à contratação do BRB para operacionalizar as compras. A apuração considera aspectos como os valores envolvidos, o funcionamento dos cartões e a rede de estabelecimentos credenciados.

Em manifestação sobre os questionamentos, a Secretaria de Educação afirmou que a definição dos preços foi baseada em pesquisa técnica e observou a legislação e os padrões de qualidade exigidos. A pasta também informou que responderia às solicitações de esclarecimento feitas pelo tribunal.

Com base na análise conjunta das áreas envolvidas, o grupo de trabalho deverá reunir subsídios para avaliar os procedimentos adotados e indicar possíveis aprimoramentos. As recomendações dependerão dos resultados obtidos durante o período de estudo e deverão observar as regras estabelecidas pelo decreto.