O sábado (31) foi de emoção e celebração no Riacho Fundo II. Mãe solo e funcionária pública, Kleinnyana Braga, de 40 anos, entrou pela primeira vez em seu apartamento no Residencial Anna Maria com os olhos marejados. “É uma emoção que nem dá para explicar. É a minha primeira casa. Estou muito feliz”, disse, segurando a chave que simboliza anos de espera.
Kleinnyana faz parte das 320 famílias beneficiadas pelo programa Morar Bem, voltado a pessoas com renda de até 12 salários-mínimos. O Residencial Anna Maria, construído na QS 12, Conjunto 3, com investimento de cerca de R$ 13 milhões, é resultado da parceria entre a Codhab, a construtora Concreto e a Associação dos Moradores e Inquilinos Sem Teto (Amisteto-DF).
Os apartamentos possuem dois quartos, sala, sacada, cozinha com área de serviço e banheiro. O condomínio oferece ainda elevadores, portaria, áreas de lazer, bicicletário, garagem e 24 lojas comerciais, pensadas para suprir a falta de comércio na região.
“Conseguir a primeira moradia por meio de um programa do governo faz toda a diferença. Isso dá dignidade. Sozinha, seria impossível. Moradia é um direito, e quando chega para quem precisa, é uma vitória”, afirmou Kleinnyana, destacando o impacto da política pública em sua vida e na de outras famílias.
O governador Ibaneis Rocha participou da entrega e lembrou o esforço da gestão para ampliar a oferta de moradias no Distrito Federal. “Quando assumimos, havia poucos projetos estruturados para enfrentar o déficit habitacional. Foi preciso planejar, buscar recursos e viabilizar obras que realmente chegassem às famílias”, disse, citando o projeto Itapoã Parque, que prevê mais de 12 mil unidades habitacionais. “Até o fim do ano, essas 12 mil moradias estarão concluídas. É como formar uma cidade inteira dentro de um único governo.”
Segundo o governo, aproximadamente 40 mil moradias já foram entregues na capital, e a expectativa é iniciar, ainda em 2026, mais 60 mil unidades, cumprindo a meta de 100 mil novas moradias.
O presidente da Codhab, Marcelo Fagundes, explicou que o Residencial Anna Maria conta com 80 unidades, sendo 80% viabilizadas pelo Cheque Moradia, que oferece subsídios e condições facilitadas para aquisição.
Para os moradores, no entanto, a importância vai além de números e metas. Cada chave entregue simboliza segurança, estabilidade e a possibilidade de planejar o futuro. “Ter um lugar próprio muda completamente a vida da gente”, concluiu Kleinnyana.
O Residencial Anna Maria representa mais do que um conjunto habitacional: é a concretização de anos de políticas públicas voltadas para reduzir o déficit de moradia, oferecendo infraestrutura, comércio próximo e condições de vida mais dignas para famílias de baixa renda.




