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DER-DF assina convênio com o Inas para adesão ao GDF Saúde

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No Dia do Trabalhador, uma ótima notícia para os servidores do Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal (DER-DF). Uma antiga demanda deles foi atendida, nesta terça-feira (30), com a assinatura do convênio com o Instituto de Assistência à Saúde dos Servidores do DF (Inas) para a adesão ao GDF Saúde.

Os quase 3.500 servidores do DER-DF, dependentes e pensionistas têm à disposição, a partir de agora, os serviços médicos de uma ampla rede credenciada no DF e no Entorno, com mais de 2.450 prestadores de serviço entre hospitais, clínicas, laboratórios, associações e cooperativas médicas.

Ana Paula Cardoso, diretora-presidente do Inas, comemora atendimento de “demanda histórica” ao assinar convênio entre o Inas e o DER-DF | Foto: Divulgação/ Inas-DF

“Esta é uma ocasião muito importante. Celebramos hoje o nosso convênio com o DER-DF para a adesão dos servidores ao GDF Saúde, uma demanda que é histórica e finalmente estamos aqui, de braços abertos e prontos para recebê-los. Gostaria de, desde já, dar as boas-vindas aos servidores, aposentados e dependentes de cada membro do departamento”, comemorou a diretora-presidente do Inas, Ana Paula Cardoso.

“Hoje é também um dia muito feliz para o DER. Em uma fase que enfrentamos pandemias, dengue e outros males, você poder dar ao servidor a opção de escolher um plano que está se consolidando cada vez mais em Brasília, como o nosso GDF Saúde, é muito bom. Só tenho a agradecer por este projeto, que começou há dois anos e chega, agora, à etapa final da assinatura do convênio e adesão”, concluiu o presidente do DER-DF, Fauzi Nacfur Junior.

Nas próximas semanas, os representantes do Inas irão à sede do Departamento para apresentar o plano e esclarecer as dúvidas dos servidores.

*Com informações do Inas

Empresário estupra sobrinha e oferece R$ 100 mil para vítima mentir

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Um empresário de 52 anos atuante no setor da construção civil foi preso pela Polícia Federal (PF), nessa terça-feira (30/4), condenado por estuprar a própria sobrinha

O crime ocorreu em Governador Valadares (MG), no Vale do Rio Doce, entre julho de 2011 e janeiro de 2012. A vítima foi abusada quando tinha entre 12 e 13 anos. A prisão foi feita pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco) na cidade de Milho Verde (MG).

O empresário, que não teve o nome divulgado, estava foragido desde 17 de janeiro. Condenado a 27 anos e 6 meses de prisão, o réu iniciará o cumprimento da pena em regime fechado.

Ao longo do processo, segundo a 17ª Promotoria de Justiça de Governador Valadares (MG), a defesa do acusado tentou desacreditar os testemunhos da vítima e da mãe da jovem, mas sem apresentar elementos que corroborassem as acusações contra elas.

Além disso, durante o processo judicial, o empresário ofereceu R$ 100 mil à vítima para que mudasse o depoimento e procurou influenciar uma das testemunhas de acusação.

A prisão contou com apoio da 17ª Promotoria de Justiça de Governador Valadares. O preso foi levado para a Delegacia de Polícia Civil de Serro (MG), para adoção dos procedimentos necessários.

IgesDF promove ações voltadas para saúde mental dos colaboradores em maio

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A Coordenação de Saúde e Segurança no Trabalho (Coseg) do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde (IgesDF) vai promover, ao longo de todo o mês de maio, uma série de ações em comemoração ao Dia do Trabalhador. O objetivo é conscientizar sobre a importância da saúde mental no contexto corporativo e melhorar a qualidade de vida dos colaboradores por meio da promoção da saúde mental.

Programação do IgesDF vai oferecer, em maio, atividades para os colaboradores sobre saúde mental, como palestras, conversas e dinâmicas de grupo | Foto: Davidyson Damasceno/IgesDF

De acordo com dados do Observatório de Segurança e Saúde do Trabalho, transtornos mentais foram a terceira maior causa de afastamento do trabalho no Brasil em 2021, enquanto em 2023 houve um aumento preocupante de 38% em comparação aos anos anteriores.

Segundo o coordenador da Coseg, Lúcio Flávio Marins, “a saúde mental no trabalho vai além da prevenção de transtornos psicológicos: ela contribui para ambientes laborais produtivos, inovadores e sustentáveis.”

Com palestras, conversas, orientações de conduta, dinâmicas de grupo e outras iniciativas, o programa buscará combater os fatores de adoecimento mental, promovendo um ambiente mais saudável e produtivo para os colaboradores.

As primeiras unidades a receberem as ações serão as UPAs de Ceilândia 1 e Núcleo Bandeirante, nos dias 2 e 3 de maio, respectivamente. “É fundamental investirmos na saúde mental de seus colaboradores, pois isso impacta diretamente no desempenho profissional e na qualidade do trabalho entregue”, revela Lúcio.

Os atendimentos nas unidades do IgesDF serão conduzidos por psicólogos da Coseg. O objetivo é atingir o maior número possível dos mais de 10 mil de colaboradores, promovendo assim o bem-estar pessoal e a saúde mental de todos.

A Coordenação de Saúde e Segurança no Trabalho destaca que esta é apenas a primeira etapa de uma série de ações contínuas que estão previstas ao longo do ano. Mensalmente, novos temas serão abordados, todos voltados para o bem-estar do trabalhador.

*Com informações do IgesDF

Nomeações no GDF: Saúde será pasta com mais contratados. Veja por área

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A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) será a pasta com mais abertura de vagas após o Governo do Distrito Federal (GDF) alterar a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e anunciar nomeações e a abertura de concursos públicos, com contratação de, aproximadamente, 8 mil servidores.

Na Saúde, serão nomeados 2.452 profissionais: 250 médicos, 250 enfermeiros, 400 especialistas em saúde, 50 cirurgiões-dentistas, 200 técnicos em enfermagem, 150 agentes de vigilância ambiental (AVAs), 150 agentes comunitários de saúde (ACSs), entre outros cargos.

A publicação também autoriza o lançamento de concursos para analista, com 200 vagas; assistente (150); e técnico de assistência pública à saúde (100). Também há previsão de novo certame, para especialista na área, com 322 oportunidades.

Outros destaques vão para as secretarias de Economia, que nomeará e lançará concurso para 1.332 servidores; de Desenvolvimento Social (1.197); e de Educação, com convocação de 200 pedagogos e 100 professores.

Veja:

Alteração na LDO abre espaço para nomeações e concursos para mais de 8 mil servidores

Oito mil vagas

Proposta pelo governador Ibaneis Rocha (MDB) e aprovada na Câmara Legislativa (CLDF), a Lei nº 7.498/2024 foi publicada na segunda edição extra do Diário Oficial do Distrito Federal (DODF) desta terça-feira (30/4).

Para o GDF, serão 7.933 vagas. Porém, a lei também ainda abre 210 vagas para contratação de servidores na CLDF e no Tribunal de Contas (TCDF).

No caso de ACSs, AVAs e em praticamente todos os cargos, porém, não houve alteração no quantitativo de nomeações previstas na LDO. Ocorreu apenas o ajuste do valor de custo pela contratação, devido a aumentos salariais que deixaram desatualizados os recursos detalhados na versão anterior da lei.

Ao votarem o projeto na Câmara Legislativa, os deputados distritais tentaram ampliar o número de nomeações para 13 mil, mas o governador vetou a medida.

Ambientes profissionais mais saudáveis para trabalhadores da assistência social do GDF

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Proporcionar um ambiente de trabalho mais saudável, confortável e seguro para os servidores e, ao mesmo tempo, qualificar o atendimento ao cidadão. Esse é o intuito de uma série de ações que a Secretaria de Desenvolvimento Social do Distrito Federal (Sedes-DF) vem promovendo para valorizar a carreira do trabalhador da assistência social. Entre as iniciativas estão a reestruturação da carreira e a autorização para que os profissionais ampliem a carga horária de 30 horas para 40 horas.

Lei sancionada em março reestruturou carreira dos servidores da assistência social do GDF | Fotos: Divulgação/ Sedes-DF

“Nesta quarta-feira, 1º de maio, é Dia do Trabalho. Esta é uma data que marca a luta histórica dos trabalhadores por melhores condições profissionais. E aqui, nós priorizamos a política de valorização do servidor. Há mais de 10 anos, a pasta não tinha concurso público”, pontua a secretária de Desenvolvimento Social, Ana Paula Marra.

Desde 2020, foram nomeados 878 profissionais somente para Sedes, dentre os 1.129 servidores da carreira aprovados no último concurso, que também foram para as secretarias de Justiça e Cidadania (Sejus), e da Mulher (SMDF). A Sedes já estuda um novo concurso público para nomear mais profissionais, ainda sem previsão de data.

“Em 2022, autorizamos a ampliação da carga horária de 30 horas para 40 horas; lembro que alguns servidores tentavam essa ampliação há anos. Além disso, recentemente, foi sancionado projeto de lei que reestrutura a carreira da assistência social. Também estamos implementando medidas internas para oferecer mais segurança para os nossos servidores”, complementa.

Desde 2020, unidades socioassistenciais passam por manutenção para qualificar ambiente de trabalho dos servidores

Entre essas medidas, está a manutenção de mais de 100 imóveis da Sedes, entre centros de referência de assistência social (Cras), restaurantes comunitários, centros de convivência e outros. As unidades estão sendo revitalizadas, com reparos na estrutura e pintura nova; algumas tiveram as instalações totalmente renovadas, como é o caso Cras Paranoá, Cras Brasília e da Casa Flor, dedicada ao acolhimento de mulheres.

“Essas manutenções são primordiais para que possamos aprimorar a estrutura das nossas unidades. Com isso, os servidores terão mais qualidade nas condições de trabalho e segurança, além de um ambiente acolhedor”, finaliza a gestora.

*Com informações da Sedes-DF

Guia Completo: como escolher o vestido perfeito de acordo com o seu tipo de corpo

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Camila Vilasboa e Rafaela Vilasboa são irmãs, e se uniram profissionalmente quando o desafio de conduzir dois dos maiores veículos de comunicação da cidade, CMNDDE VIP e a VIP Noivas, foi a elas apresentado. Desde então, a dupla segue com a missão de trilhar o tão sonhado caminho até o grande dia de tantos casais especiais.

Para um dia único, como o dia do grande sim, o modelo do vestido de noiva escolhido deve ser escolhido com muito carinho para que além de valorizar sua silhueta também lhe permita se sentir deslumbrante e confiante, tanto no altar quanto comemoração.

Para auxiliar sua escolha, a La Fiancée, utilizou toda sua experiência no ramo para reunir aqui dicas valiosas para guiar sua escolha de acordo com o seu biotipo.

FORMATO AMPULHETA

Curvas bem definidas, suaves e proporcionais são características desse biotipo. A escolha por vestidos sem mangas ou muitos detalhes no busto é uma carta na manga. Além disso, modelos com tecidos fluidos bem marcados ao corpo, como vestido sereia, são uma ótima escolha, já que valorizam as curvas naturais e a cintura fina — característica dessas noivas.

FORMATO RETANGULAR

As mulheres desse grupo têm medidas proporcionais, com pouca diferença entre cintura, quadris e ombros. Assim, a escolha mais indicada para essas noivas é a de vestidos que não possuam corte reto para proporcionarem um melhor efeito de delineamento de curvas e afinamento da cintura, de forma a valorizar esse perfil corporal.

Vestidos com elementos que aumentem visualmente o quadril também podem ser opções a essas noivas que podem optar por babados, pregas, texturas e saias rodadas. No busto, decotes com renda bordada ou pedraria também ajudam a compor uma silhueta ainda mais feminina

FORMATO TRIANGULAR

Ombros mais largos do que o quadril é a principal característica desse tipo físico. Assim, para equilibrar o volume e criar proporção, a estratégia deve ser escolher uma peça com saia volumosa, como os modelos princesa ou godê.

Para essas noivas, a dica além de evitar o volume excessivo no busto, dispensando mangas bufantes e texturas que evidenciem, é a escolha por modelos de corpo liso com decote V ou ainda que tenham mangas que se abrem na altura dos punhos.

FORMATO OVAL

Para esse biotipo, nota-se a medida da cintura maior se comparada às do quadril e colo, por isso, aqui a dica da La Fiancée indica modelos que minimizem visualmente o abdômen, apostando em faixas logo abaixo do busto com corpete que marquem a cintura levemente.

Brilhos e texturas utilizados nas áreas dos ombros ou saia, assim como decotes V podem valorizar ainda mais seu vestido de noiva.

FORMATO PÊRA

Quando as medidas dos quadris são maiores do que as dos ombros dá-se o nome de corpo pêra. Nesses casos, para equilibrar a silhueta, a indicação é a de vestidos que deem destaque à parte superior do corpo e minimizem o volume dos quadris. Golas altas, mangas e texturas são boas opções para alongar esse tronco.

Vestidos tomara que caia devem, de preferência, cobrir o colo, por exemplo. Além disso, uma saia de tecido fluido, permite um melhor e mais harmonioso caimento.

De olho nessas dicas, você poderá ter melhor direcionamento na hora de experimentar os inúmeros modelos que te esperam! Com paciência, empenho e o cuidado da equipe da La Fianceé, você com certeza encontrará o seu vestido ideal que te acompanhará no grande dia.

 

SERVIÇO

LA FIANCÉE

Instagram: @lafianceenoivas

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Operação Mel Tóxico: polícia bloqueia R$ 4 milhões de traficantes

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A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado de Goiás (Ficco) deflagrou, nessa terça-feira (30/4), a Operação Mel Tóxico, para desmantelar uma rede de tráfico interestadual de drogas. As equipes cumpriram 12 mandados judiciais de busca, apreensão e prisão, nos estados de Goiás e no Mato Grosso, próximo à divisa do Brasil com a Bolívia.

As investigações começaram em fevereiro último, após a prisão de um conhecido traficante pelo Grupo Especial de Repressão a Narcóticos (Genarc) de Rio Verde (GO). Na ocasião, os policiais apreenderam aproximadamente 2kg de skunk, uma tipo de maconha mais “potente”, e 1kg de pasta base de cocaína. À época, os entorpecentes eram transportados por um dos alvos da operação dessa terça-feira (30/4).

O grupo criminoso, além de movimentar cifras milionárias em curto período de tempo, é formado por pessoas com extensas fichas criminais e indiciadas por crimes como tráfico de drogas, associação para o tráfico, roubo, porte ilegal de arma de fogo, estelionato e adulteração de veículos.

A maioria dos alvos da operação é de Rio Verde. Há, ainda, uma mulher boliviana suspeita de ser a responsável pela atividade financeira do grupo.

A operação resultou na prisão de sete pessoas, no bloqueio de R$ 4 milhões em bens, bem como na apreensão de 5kg de cocaína, quatro armas de fogo, munições e três veículos de luxo.

“A gente enfrenta o próprio Estado brasileiro”: o desabafo da ministra Sonia Guajajara

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A ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, foi às lágrimas ao discursar no encerramento do Acampamento Terra Livre (ATL), o maior evento do movimento indígena no Brasil, na última sexta-feira (26). Guajajara disse que não basta existir um Ministério dos Povos Indígenas, o primeiro órgão indígena “em 523 anos de país”. Para a ministra, é preciso ir além, é necessário “promover uma mudança de consciência”, mudar “esse projeto de país” e, citando o racismo estrutural, “mudar esse pensamento colonial que está impregnado ainda nessa sociedade”.

“[Um pensamento] que ainda olha a gente [indígenas] como incômodo. Ainda olha a gente, sim, como um empecilho. Vocês pensam que é fácil a gente chegar numa mesa [de reunião], onde todo mundo chega com suas gravatas, suas camisas brancas, e a gente chega ali apenas uma, duas [mulheres], com um cocar? E a gente enfrentar, falar de igual para igual. Dizer por que nós estamos ali.” 

Guajajara precisou parar o discurso, sob aplausos, para enxugar lágrimas no rosto com as costas das mãos. “Os olhares são para nós ainda atravessados. O nosso cocar ainda incomoda muita gente. Mas a gente faz de conta que não está vendo. Às vezes engole o choro. Às vezes sorri […]. Mas está chorando por dentro. Mas a gente vai se manter firme”, disse. Deu pra ver que outras pessoas se emocionaram na plateia, formada em sua maioria por indígenas.

“Nós não podemos mais permitir que esse país ignore nossa presença. Porque lutar contra o garimpo ilegal, lutar contra a liberação [do garimpo], lutar contra a exploração de madeira que segue matando o nosso povo é muito doloroso para nós. Porque a luta que a gente faz é um enfrentamento muito pesado. A gente enfrenta o próprio Estado brasileiro. A gente enfrenta as forças econômicas, forças políticas fortes, que estão aí há muitos anos. E a gente chega ali com a nossa cara, com a nossa força ancestral, muitas das vezes ignorados. Olhares para nós atravessados, que a gente finge que não vê. Pra gente seguir defendendo a vida de cada um, de cada uma que está aqui.”

O ATL completou 20 anos em 2024 e reuniu cerca de 9 mil indígenas, segundo os organizadores. O encontro foi marcado por críticas de lideranças contra o governo federal principalmente porque houve a homologação de apenas duas terras indígenas. As pressões para acelerar as demarcações também ganharam corpo a partir de declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Uma semana antes do ATL, ele disse que estava conversando com governadores para decidir sobre homologação de terras indígenas, um procedimento extraoficial que não está previsto no decreto que regula as demarcações.

O discurso de Guajajara expõe os problemas que o pioneiro Ministério dos Povos Indígenas (MPI) tem enfrentado neste governo Lula 3. Há uma imensa rejeição do pior Congresso Nacional eleito desde a redemocratização, cujas enormes bancadas anti-indígena, ruralista e bolsonarista aprovaram um projeto de lei (14.701/2023) a fim de tentar legalizar o “marco temporal” meses depois da tese jurídica ter sido desmontada e declarada inconstitucional pelo plenário do Supremo Tribunal Federal (STF).

Agora, o MPI enfrenta incertezas no próprio STF, que havia engavetado o “marco temporal” – tese aliás que o próprio tribunal havia criado e alimentado desde 2007. Na semana passada, o ministro do STF Gilmar Mendes decidiu pela abertura de uma suposta “conciliação” em torno da tese.

No ATL, Guajajara comentou que a ação ajuizada pelo movimento indígena e partidos de oposição contra a Lei 14.701/2023: “Infelizmente caiu na mão do ministro Gilmar Mendes, que é declarado anti-indígena, embora ele tenha votado, lá na hora do julgamento [da tese do ‘marco temporal’], ele votou contra também”.

Os dissabores com Legislativo e Judiciário são grandes, mas o discurso de Guajajara também se dirige ao próprio Executivo. Desde o ano passado, circulam nos bastidores em Brasília relatos de reuniões ministeriais nas quais a ministra se viu isolada ou tendo que enfrentar, no mínimo, uma má vontade de alguns de seus colegas ao cobrar certos apoios e ações de ministérios em favor de territórios indígenas. 

Tais pastas deveriam ser parceiras estratégicas de primeira hora dos direitos indígenas, principalmente a Casa Civil (do ex-governador da Bahia Rui Costa), a Justiça (nas duas gestões, Flávio Dino e Ricardo Lewandowski), e a Defesa (José Múcio). O dia a dia do governo, contudo, tem se revelado muito mais amargo e frustrante para a ministra indígena.

Relação delicada com Ministério da Justiça

Embora Guajajara não tenha dado os nomes aos bois, especialmente por não querer ser acusada de causar dificuldades para Lula, ecos desses problemas já vieram a público. 

Conforme a Agência Pública relatou em setembro e outubro de 2023, o ministério de Flávio Dino hesitou e chegou a ameaçar suspender o papel que a Força Nacional iria desempenhar na operação de desintrusão dos invasores da Terra Indígena Apyterewa, no Pará. O território foi um dos mais desmatados durante o governo Bolsonaro. 

Decisões judiciais já haviam determinado a operação na Apyterewa, mas ela foi seguidamente adiada pelo governo de Jair Bolsonaro. Apesar dos atritos que Guajajara e a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) enfrentaram na relação com outros órgãos e ministérios, a operação foi enfim realizada, os invasores foram retirados e a terra indígena hoje passa por um processo de recuperação.

Os indígenas dependem do apoio de vários setores do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), como a Polícia Federal, a Força Nacional e, em menor escala, a Polícia Rodoviária Federal. Porém, ainda mais importante do que o apoio policial é que, desde o ano passado, depois que o Congresso deu um golpe branco nos poderes do MPI, cabe ao MJSP a tarefa fundamental de declaração de limites das terras indígenas, a emissão da chamada portaria declaratória. Na nova configuração, o MPI funciona como uma espécie de assessor do MJSP.

No início de abril, o portal Sumaúma relatou “um mal-estar palpável” entre Guajajara e Dino em torno da emergência na terra Apyterewa durante reunião em outubro passado. O então ministro da Justiça “abraçou uma tese de adversários do governo e dirigiu-se a Sonia como se fosse um superior hierárquico dela, em vez de – àquela altura – colega de ministério”. 

A chegada ao MJSP do ex-ministro do STF Ricardo Lewandowski não mudou essa sensação de descolamento entre agenda indígena e outras prioridades da pasta, conforme a Pública apurou com diferentes fontes. Na primeira reunião de trabalho com o novo ministro, Guajajara encontrou um homem de poucas palavras e aparentemente com pressa de encerrar a conversa.

Com a Defesa, houve diversos problemas na execução da Operação Yanomami, determinada por Lula em janeiro de 2023. Conforme a Pública relatou diversas vezes no ano passado, os militares não atenderam a contento aos pedidos de apoio da Funai, órgão subordinado ao MPI, para distribuição de cestas básicas e correção de pistas de pouso no território.

Parte das reclamações de Guajajara deve ser lida também ainda como um reflexo da perda de prestígio e de poder político que sua pasta enfrentou no ano passado. A bancada ruralista-bolsonarista conseguiu excluir do MPI boa parte da condução do processo de demarcação das terras indígenas. O grosso do trabalho continua com a Funai, subordinada ao MPI, mas a derrota legislativa lançou dúvidas sobre o real comprometimento da bancada governista com a agenda indígena.

Em maio de 2023, Guajajara havia dito, durante uma entrevista à TV Globonews, que “o presidente Lula poderia ter entrado um pouquinho mais para impedir essa retirada [de poderes] do Ministério dos Povos Indígenas”. O bom relacionamento de Guajajara com Lula, contudo, sobreviveu a esse solavanco.

Isolada no tabuleiro do poder

O choro-desabafo da ministra indígena expõe as dificuldades que uma liderança indígena, oriunda do movimento indígena, ainda enfrenta para tirar do papel a pauta indígena. E de ser aceita como uma interlocutora legítima e forte no tabuleiro do poder em Brasília. Como disse a ministra, fica claro que não basta a criação de um órgão específico.

No seu discurso no ATL, Guajajara fez a defesa do papel do MPI, mas também reconheceu que “quem provoca a mudança na política, quem provoca a transformação social, é o movimento organizado”.

“A gente diz que a força do governo é uma, a força do movimento é outra. O movimento precisa seguir junto, cobrando, exigindo, pressionando. […] Os desafios são imensos. O jogo é bruto. O jogo é bruto, é desafiador. Mas a gente chegou ali não só para poder ter esse cargo [no governo] e chegar com a presença indígena. A gente chegou para aldear o Estado. A gente chegou para aldear a política. E nós não vamos aldear somente com a presença [no governo]. […] A nossa luta é infinita. A nossa luta é permanente.”

Prefeitura de SP suspendeu serviço de aborto legal sem denúncias de irregularidades

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Um dos argumentos que a prefeitura de São Paulo usou para encerrar o serviço de aborto legal no Hospital Vila Nova Cachoeirinha – a unidade que mais fazia atendimentos na maior cidade do país – foi a suspeita de que alguns dos procedimentos teriam sido irregulares, ou seja, fora da lei que permite a interrupção da gravidez em casos de violência sexual, anencefalia do feto ou risco de vida da gestante. 

Logo após a suspensão, no fim do ano passado, o secretário de Saúde, Luiz Carlos Zamarco, disse que ia mandar a sua equipe fazer um levantamento dos abortos feitos na unidade, suspeitando de que havia alguma coisa errada. E a Secretaria de Saúde chegou a copiar os prontuários dos pacientes – o que é ilegal, pois os dados são sigilosos e só poderiam ser acessados pelos próprios pacientes ou por ordem judicial. “A equipe técnica, junto com o Cremesp [Conselho Regional de Medicina de São Paulo], tem autorização de verificar prontuários onde existe suspeita de irregularidade”, disse Zamarco na época.

Por que isso importa?

Em dezembro do ano passado, a prefeitura de São Paulo suspendeu atendimentos de aborto legal no Hospital Vila Nova Cachoeirinha alegando suspeita de irregularidades. Mas informações obtidas pela reportagem comprovam que a prefeitura nunca recebeu denúncias sobre o hospital, que é referência em procedimentos de interrupção da gravidez na capital paulista.

No entanto, informação obtida pela Agência Pública via Lei de Acesso à Informação (LAI) mostra que a secretaria não registrou nenhuma denúncia de aborto ilegal no Vila Nova Cachoeirinha nos últimos anos. Em outras palavras, não havia nenhum motivo para suspeitar de ilegalidades no serviço a ponto de suspendê-lo.

“A Secretaria Executiva de Atenção Hospitalar da Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo informa não ter registrado denúncia de aborto ilegal no hospital municipal Vila Nova Cachoeirinha abrangendo o período solicitado (desde 2019)”, diz o texto enviado à reportagem pela Comissão Municipal do Acesso à Informação, órgão que delibera em última instância sobre pedidos de informação na gestão municipal, após o pedido ter sido negado duas vezes pela Secretaria de Saúde.

“A ausência de denúncias deixa claro que não existe motivo para fechar o serviço de aborto legal e demonstra que decisão do prefeito Ricardo Nunes foi ideológica e, portanto, ilegal. Cabe lembrar que o serviço fechado pelo prefeito atendia na maioria dos casos jovens vítimas de estupro. Vamos recursar até conseguir que o serviço volte”, disse a deputada federal Luciene Cavalcante, do PSOL, uma das autoras de uma ação popular que pede que o serviço seja retomado.

Na ação popular movida por ela e pelo vereador Celso Giannazi (PSOL), a prefeitura recorreu duas vezes na Justiça, e ganhou, para que o serviço se mantivesse fechado no Vila Nova Cachoeirinha. A decisão favorável à prefeitura diz que a suspensão do aborto legal na unidade não é ilegal porque pacientes seriam encaminhados a outros hospitais da cidade. Os autores da ação recorreram mais uma vez, argumentando que os outros hospitais negam o atendimento para pessoas em fase de gestação avançada. Ainda não houve nova decisão. Enquanto isso, o serviço permanece fechado.

Além das supostas irregularidades, a prefeitura  argumentou também que a suspensão do serviço faria parte de uma “reorganização” com objetivo de realizar no local mutirões de cirurgias envolvendo a saúde da mulher, como de endometriose. No entanto, profissionais consultados pela Pública dizem que os atendimentos relacionados a aborto não prejudicam a realização de outros procedimentos, porque as equipes não seriam as mesmas e o número é relativamente baixo. O Vila Nova Cachoeirinha realizou em média nove abortos legais por mês em 2023 – o ano com mais atendimentos de sua história.

O hospital é o que mais realizava abortos legais na cidade de São Paulo – bem mais que todos os outros autorizados a fazer o procedimento na capital. Foram 419 atendimentos na última década. Os outros quatro que prestam o serviço, somados, atenderam 190 casos no mesmo período.

Hospitais recusam atender pessoas em gestação avançada

Apenas o Vila Nova Cachoeirinha fazia a interrupção da gravidez em meninas e mulheres com mais de 20 semanas gestacionais. A prefeitura alega que o Hospital Municipal e Maternidade Prof. Mário Degni, Hospital Municipal Tide Setúbal, Hospital Municipal Dr. Fernando Mauro Pires da Rocha (Campo Limpo) e Hospital Municipal Dr. Cármino Caricchio ainda fazem o atendimento em casos de gestação avançada.

A Pública apurou, com profissionais de saúde e entidades que atuam pelo direito das mulheres, que isso não está ocorrendo. Em março, já contamos o caso de uma mulher que foi vítima de violência sexual e teve o direito negado. Ela precisou sair do seu estado para ser atendida em um hospital de Salvador, na Bahia.

A Defensoria Pública de São Paulo recebeu o caso de uma mulher, vítima de violência sexual, que teve o direito negado no Hospital do Campo Limpo – uma das unidades que deveria fazer o atendimento na capital paulista. Com 24 semanas de gestação, ela foi informada de que o serviço não poderia ser realizado por falta de preparo da unidade. Em vez de indicarem que ela fosse a outro hospital, a equipe recomendou que ela procurasse diretamente a Defensoria, porque só teria o direito garantido se entrasse na Justiça.

O pedido foi concedido e a juíza que analisou o caso ordenou que o aborto fosse realizado. Mas, nesse meio-tempo, o Conselho Federal de Medicina (CFM) editou uma resolução que proíbe médicos de fazerem assistolia fetal, um  método aprovado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para casos de aborto acima de 20 semanas, que seria o caso dela. Então a decisão foi revertida. Uma liminar chegou a suspender a resolução do CFM, mas ela foi derrubada na última semana. 

Com esse vai e vem, a mulher, que tem o direito constitucional de interromper a gravidez por ter sido em decorrência de estupro, ainda tem o destino incerto.

Ofensiva contra um direito constitucional

Nesta segunda-feira (29), o Cremesp votou, por unanimidade, pela interdição cautelar de duas médicas do Vila Nova Cachoeirinha. Outro caso será analisado na sessão desta terça. Os profissionais teriam praticado tortura, tratamento cruel, negligência, imprudência e assassinato de fetos, segundo apontou a Folha de S.Paulo.

Os casos teriam chegado ao conselho de forma ilegal, pelo acesso aos prontuários das pacientes, ainda de acordo com o jornal. Os documentos também teriam sido encaminhados à Secretaria de Segurança Pública e à Polícia Civil, o que suscita o temor de que profissionais de saúde e pacientes sejam alvos de investigações criminais.

A manutenção da suspensão do atendimento de abortos legais no Vila Nova Cachoeirinha e a perseguição a médicos têm gerado um clima de tensão entre os funcionários da unidade e de outras que ainda fazem aborto legal. Segundo relatos ouvidos pela Pública, há o entendimento de que a alta cúpula da prefeitura não concorda com a interrupção de gestações avançadas por motivos morais e de que vai dificultar os atendimentos apesar de estarem previstos na lei.

A gestão Ricardo Nunes chegou a indicar uma médica abertamente antiaborto e filiada ao PL, partido de Jair Bolsonaro, para ser diretora da unidade, mas recuou após o caso ganhar repercussão na imprensa.

A bancada feminista do PSOL na Câmara Municipal enviou uma representação à Organização das Nações Unidas (ONU), à OMS e à Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) apontando que o fechamento do serviço no Vila Nova Cachoeirinha, a resolução do CFM e outras medidas recentes representam “expressa vedação ao acesso ao aborto legal a meninas, mulheres e pessoas com útero vítimas de violência sexual”. 

As vereadoras pedem que os órgãos internacionais “intervenham e exortem o Brasil a garantir o acesso irrestrito ao aborto legal para as vítimas de violência sexual, conforme previsto na legislação nacional e nos tratados internacionais de direitos humanos ratificados pelo país”.

Perguntamos para a prefeitura sobre os pontos citados nesta reportagem, mas a resposta enviada foi protocolar. “A Secretaria Municipal da Saúde informa que o programa Aborto Legal está disponível em quatro hospitais municipais da capital. São eles: Hospital Municipal Dr. Cármino Caricchio (Tatuapé); Hospital Municipal Dr. Fernando Mauro Pires da Rocha (Campo Limpo); Hospital Municipal Tide Setúbal; Hospital Municipal e Maternidade Prof. Mário Degni (Jardim Sarah). O serviço ocorre dentro das premissas de segurança e qualidade conforme prevê a legislação vigente”, diz a nota.

Visita da Polícia Civil do Distrito Federal no DF Plaza Shopping este fim de semana foi um sucesso

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Com diversas apresentações educativas, os visitantes do shopping tiveram a oportunidade de conhecer um pouco mais do dia-a-dia desses trabalhadores

No último fim de semana, o DF Plaza Shopping recebeu a presença da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), oferecendo uma variedade de atividades e informações valiosas para o público. Uma das atrações principais foi a apresentação da Seção de Operação com Cães. Durante a demonstração, os visitantes puderam testemunhar o treinamento dos cães policiais e suas habilidades em ação, como a localização de objetos escondidos.

Outro destaque foi a presença da viatura histórica da PCDF, o Fusquinha, ao lado de uma viatura atual, oferecendo uma comparação visual entre o passado e o presente das operações policiais. Além disso, o Instituto de Criminalística esteve presente com um “local de crime” montado especialmente para a exposição, demonstrando as possibilidades da perícia na resolução de casos. Outros estandes, como o de Antropologia Forense e Perícia Papiloscópica, enriqueceram ainda mais a experiência dos visitantes, proporcionando insights sobre o trabalho investigativo da polícia.

Marcos Freitas, superintendente do DF Plaza Shopping, comentou sobre o sucesso do evento: “A visita da Polícia Civil do Distrito Federal ao DF Plaza Shopping foi, sem dúvida, um sucesso. Essa iniciativa demonstra o compromisso da polícia em educar e informar o público sobre questões relevantes e promover um ambiente mais seguro para todos. Ficamos muito felizes de ceder nosso espaço para uma ação tão importante”, comenta.

SERVIÇO:

DF Plaza Shopping

Rua Copaíba, lote 1 – Águas Claras

Informações: 61 99663-6939 / 61 3451-5750

Canais digitais: http://www.dfplaza.com.br/

Instagram: @dfplazashopping

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