A proposta de Celina Leão para administrar o Distrito Federal parte de uma escolha que a coloca em posição distinta dos demais nomes que disputam o Palácio do Buriti. Enquanto três dos principais candidatos apresentam planos com novas estruturas na máquina pública, Celina não prevê a criação de nenhuma nova secretaria ou órgão.
O desenho proposto por Celina é baseado no aproveitamento da estrutura que o Governo do Distrito Federal já possui. A ideia é melhorar o funcionamento das áreas existentes sem ampliar o organograma com novas pastas.
A opção ganha relevância quando comparada aos programas dos principais adversários. José Roberto Arruda, por exemplo, inclui a criação de um Centro de Coordenação do Governo. A estrutura teria a função de integrar as ações das diferentes áreas e acompanhar a execução das políticas da administração.
Leandro Grass apresenta outra proposta de expansão administrativa. O candidato prevê uma Secretaria Executiva de Proteção Animal, criando uma estrutura específica para concentrar as políticas relacionadas ao tema.
Ricardo Cappelli também propõe alterações no desenho do Executivo. Entre as medidas previstas estão a criação da Emater-DF e de uma Secretaria de Cultura.
É nesse ponto que Celina estabelece uma diferença objetiva. Seu plano não inclui nenhuma nova secretaria, órgão ou estrutura equivalente entre as medidas apresentadas para uma eventual gestão. A estratégia é trabalhar com o que já existe e aprimorar a atuação da máquina pública.
Mais do que uma diferença no organograma, a escolha revela visões distintas sobre gestão. Enquanto Arruda, Grass e Cappelli apostam em novas estruturas para executar parte de suas propostas, Celina apresenta um caminho baseado no aprimoramento da estrutura administrativa já consolidada.
O modelo também evita que a ampliação da máquina pública seja colocada como resposta para novas demandas. Na proposta de Celina, a prioridade é fazer com que as áreas existentes funcionem de maneira mais eficiente, sem a necessidade de acrescentar novas pastas à administração.
No cenário eleitoral, a diferença transforma a organização da máquina pública em um dos pontos de contraste entre as candidaturas. Celina é a única dos quatro principais nomes a apresentar um plano baseado na manutenção da estrutura existente, sem a criação de novas secretarias ou órgãos.
