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Sete regiões do DF passam 2025 sem registrar homicídios

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Mesmo diante de oscilações ao longo do ano, o Distrito Federal concluiu 2025 mantendo a violência letal em patamar historicamente baixo. O total de 208 ocorrências de homicídio repetiu o número de 2024, considerado o melhor resultado em quase 50 anos, confirmando a tendência de controle desse tipo de crime no território.

O balanço anual aponta, porém, uma diferença relevante entre ocorrências e vítimas. Enquanto o número de registros permaneceu estável, o total de pessoas vitimadas subiu de 211 para 221, um crescimento de 4,7%. Segundo a Secretaria de Segurança Pública, a variação decorre de situações pontuais com múltiplas vítimas, fenômeno incomum no histórico do DF. Ainda assim, o indicador de 2025 permanece como o segundo menor desde 1977.

A leitura dos dados ao longo do ano mostra que o comportamento da criminalidade exigiu ajustes estratégicos. No primeiro semestre, as ocorrências cresceram 11%, saltando de 99 para 110 registros. A partir desse cenário, houve reforço de ações operacionais e revisão do direcionamento do policiamento. O efeito foi percebido na segunda metade do ano, quando os homicídios caíram 10%, recuando de 109 para 98 casos.

A análise territorial reforça a eficácia das ações concentradas. Em sete regiões administrativas, não houve registro de homicídio ao longo de todo o ano: Jardim Botânico, Riacho Fundo, Candangolândia, Lago Sul, Park Way, Núcleo Bandeirante e Sudoeste. Em parte dessas localidades, o cenário positivo se mantém por mais de um ano, com registros zerados por dois e até quatro anos consecutivos.

Para o secretário de Segurança Pública, Sandro Avelar, os números indicam que a política de segurança tem conseguido reagir rapidamente a mudanças no padrão da criminalidade. Ele avalia que a estabilidade no número de ocorrências, aliada à queda no segundo semestre, demonstra capacidade de ajuste das estratégias. “O crescimento inicial exigiu resposta imediata. A redução posterior mostra que o direcionamento correto das ações e a integração entre as forças conseguem produzir resultado”, afirmou.

Outro ponto que chamou atenção no balanço foi a maior capacidade de resposta imediata. Em 2025, 28% das ocorrências de homicídio terminaram em prisão em flagrante, totalizando 56 casos, frente a 45 no ano anterior. O avanço indica maior presença policial e mais rapidez na atuação em situações críticas.

Na avaliação da comandante-geral da Polícia Militar do Distrito Federal, coronel Ana Paula Habka, o resultado reflete mudanças operacionais e investimentos contínuos. Ela destaca que houve intensificação do policiamento ostensivo, reforço da prevenção e ampliação da capacidade de reação das equipes. “A atuação integrada e o uso de tecnologia e inteligência têm sido decisivos para tornar a resposta mais eficiente”, disse.

Entre as ações com impacto direto nos indicadores está a restrição de horário de funcionamento das distribuidoras de bebidas, adotada em março de 2025. Nos nove meses seguintes à medida, os homicídios registrados nas proximidades desses estabelecimentos passaram de 28 para 22, uma redução de 21,4% em relação ao mesmo período de 2024. O reforço de operações em áreas consideradas sensíveis também contribuiu para a reversão do cenário observado no início do ano.

Além dos dados relacionados à violência letal, o DF encerrou 2025 com queda expressiva nos crimes patrimoniais, que afetam diretamente a rotina da população. Ao todo, foram 3.035 roubos a menos em comparação com o ano anterior. O recuo mais acentuado ocorreu no roubo a transporte coletivo, que caiu 51,7%. Também houve redução nos roubos a transeuntes (-15,4%), de veículos (-15,5%) e nos furtos em interior de veículos (-14,8%). O roubo a residências apresentou estabilidade, com um registro a menos.

Segundo a avaliação da segurança pública, a diminuição desses crimes contribui para ampliar a sensação de segurança em deslocamentos diários, no transporte e em áreas de grande circulação. Esse conjunto de resultados é reforçado por iniciativas estruturantes, como a Unidade Integrada de Segurança Pública (Uisp), inaugurada em dezembro de 2025 no Setor Comercial Sul, que reúne diferentes órgãos de segurança em um único espaço, fortalecendo a prevenção, o monitoramento e a resposta rápida.

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