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Escolas técnicas do DF abrem portas para novas profissões e oportunidades de emprego

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Aos 31 anos, Roni Erion Magalhães decidiu que era hora de investir em um novo caminho profissional. Mesmo formado em Ciência Política, ele encontrou dificuldades para trabalhar na área e viu na educação técnica uma oportunidade de recomeçar. A escolha foi pela tecnologia, área pela qual já tinha interesse desde criança.

A mudança começou em 2024, quando ele conheceu os cursos oferecidos pelo Centro de Educação Profissional Escola Técnica de Santa Maria (CEP-ETSM), inaugurado naquele ano. Na instituição, teve a oportunidade de estudar Desenvolvimento de Sistemas e Redes de Computadores gratuitamente.

Durante as aulas, o estudante descobriu uma afinidade especial com a área de redes. A identificação com os conteúdos foi tão grande que, após concluir a formação em julho de 2026, passou a atuar como monitor, ajudando outros alunos.

A experiência também despertou uma possibilidade que não estava nos planos iniciais: trabalhar com educação. “Eu já tinha uma graduação, mas não consegui atuar profissionalmente nessa área. Quando apareceu a oportunidade de estudar tecnologia, decidi aproveitar. Acabei descobrindo em Redes de Computadores o campo em que quero trabalhar e, como monitor, percebi que também gosto de ensinar”, afirma Roni.

A história do estudante está entre as trajetórias construídas por meio da educação profissional no Distrito Federal. Somente no primeiro semestre de 2026, a Escola Técnica de Santa Maria certificou 555 alunos. A cerimônia de formatura foi realizada em 9 de julho e contemplou estudantes de diferentes áreas de qualificação.

A instituição oferece cursos técnicos em Radiologia, Desenvolvimento de Sistemas e Redes de Computadores. Também fazem parte da programação formações em Administração, Robótica, Operador de Computador e Massagem, além de capacitações para Cuidador de Idosos, Cuidador Infantil, Auxiliar de Produção Farmacêutica e Auxiliar de Prótese Dentária. A escola disponibiliza ainda cursos de Libras nos níveis básico, intermediário e avançado.

O coordenador pedagógico da unidade, Jeovany Anjos, considera a conclusão das turmas um resultado importante tanto para os estudantes quanto para a comunidade. Segundo ele, a formação representa a superação de desafios pessoais e a preparação de novos profissionais para diferentes atividades econômicas.

A diretora do CEP-ETSM, Deise Abreu, destaca que os benefícios da qualificação não se limitam à aprendizagem de uma profissão. Para ela, o ensino técnico também contribui para o desenvolvimento pessoal, estimulando a autonomia, a confiança e competências valorizadas no mercado de trabalho, como ética, responsabilidade e cooperação.

Formação em diferentes regiões

A rede de Educação Profissional e Tecnológica da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF) conta com 16 instituições educacionais distribuídas em dez Coordenações Regionais de Ensino (CREs). Em 2026, foram disponibilizadas 14.298 vagas, distribuídas em cursos de 13 eixos tecnológicos.

Parte das oportunidades é oferecida de forma integrada ao ensino médio. Essa modalidade está presente nos Centros de Ensino Médio Integrado do Gama, do Cruzeiro e de Taguatinga, além do Centro Educacional Stella dos Cherubins, em Planaltina, e do CED 310 de Santa Maria.

Entre as formações disponíveis estão Desenvolvimento de Sistemas, Informática para Internet, Computação Gráfica e Programação de Jogos Digitais.

A Secretaria de Educação também mantém cursos vinculados à Educação de Jovens e Adultos (EJA), permitindo que os estudantes conciliem a conclusão da educação básica com a preparação profissional. No CED 02 do Cruzeiro, a formação técnica em Serviços Públicos é presencial. Já no Centro de Educação Profissional Escola Técnica de Ceilândia (CEP-ETC), são oferecidos cursos de Administração e Informática na modalidade a distância.

A variedade de modalidades busca atender a diferentes perfis de estudantes e ampliar o acesso à formação profissional gratuita. Para quem deseja mudar de carreira ou conquistar espaço no mercado de trabalho, as escolas técnicas representam uma alternativa para transformar o conhecimento em novas oportunidades profissionais.

Homenagem a Maria Célia Leão marca premiação de ciência e tecnologia no DF

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A trajetória de Maria Célia Leão foi celebrada na quarta-feira (4) durante uma das principais premiações voltadas à pesquisa e ao desenvolvimento tecnológico do Distrito Federal. Mãe da governadora Celina Leão, ela recebeu uma homenagem na quinta edição do Prêmio FAPDF de Ciência, Tecnologia e Inovação, promovido pela Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF).

Ao comentar o reconhecimento, Maria Célia ressaltou que o desenvolvimento de uma sociedade também depende de pessoas dispostas a apoiar boas ideias e criar oportunidades para que elas saiam do papel. Ela defendeu que o Distrito Federal aproveite seu potencial para ampliar a presença no cenário da tecnologia e da inovação.

“Mais do que ocupar uma posição de destaque, acredito na importância de incentivar iniciativas que tragam mudanças reais para a vida das pessoas. Temos pesquisadores talentosos e condições de fazer do Distrito Federal um ambiente de referência em conhecimento, tecnologia e inovação”, afirmou.

A solenidade ocorreu no Clube de Engenharia e também marcou os 34 anos de atuação da FAPDF. Com o tema “A ciência está em todo lugar”, o evento deu visibilidade a mulheres que encontraram na pesquisa e no empreendedorismo caminhos para desenvolver soluções voltadas às necessidades da população.

Maria Célia dividiu as homenagens com outras quatro mulheres que se destacam em diferentes segmentos. Raíssa Monnerat Rumpf, CEO e cofundadora do Grupo Arbor, atua no desenvolvimento de soluções biológicas destinadas a jardins e áreas urbanas.

Já Karen Farias e Maria Rita Xavier estão à frente da Artéria, startup que criou uma alternativa sustentável e de baixo custo para facilitar a irrigação na agricultura familiar. Outra iniciativa reconhecida foi a Sentient Robotics, empreendimento ligado à Universidade de Brasília (UnB) e representado por Luana Andra Corrêa Teixeira, que trabalha para levar pesquisas acadêmicas ao mercado de robótica.

Pesquisa e governo em parceria

A necessidade de transformar conhecimento científico em melhorias para a população também esteve presente nos discursos da cerimônia. O secretário de Governança Digital e Integração, Clemilton Júnior, chamou atenção para a importância de aproximar os avanços tecnológicos das atividades desenvolvidas pelo poder público.

“Uma administração moderna não se constrói apenas com equipamentos e ferramentas digitais. O verdadeiro resultado aparece quando a tecnologia é utilizada para melhorar o atendimento e facilitar a vida dos cidadãos. Por isso, é essencial aproximar a produção científica das decisões do governo”, destacou.

Além das homenagens, a FAPDF anunciou o reconhecimento de profissionais e projetos em seis categorias: Pesquisador Destaque, Pesquisador Inovador, Startup Inovadora, Profissional de Comunicação, Bolsista de Iniciação Científica e Tecnológica e Servidor Destaque.

Os premiados receberam valores de até R$ 12 mil, conforme a modalidade. A proposta é incentivar a continuidade dos trabalhos e dar reconhecimento público a quem contribui para o avanço da ciência e da tecnologia.

O presidente da fundação, Leonardo Reisman, defendeu a manutenção dos recursos destinados à pesquisa e a criação de caminhos para que as inovações desenvolvidas por empresas e pesquisadores sejam utilizadas pelo governo.

“Os resultados da ciência muitas vezes exigem tempo para aparecer, por isso o financiamento não pode ser tratado como uma ação passageira. Precisamos fortalecer o investimento público, facilitar a contratação de novas soluções e permitir que startups também participem de projetos governamentais”, declarou.

A quinta edição do prêmio reforçou a atuação da FAPDF no incentivo à pesquisa e no reconhecimento de profissionais que contribuem para o desenvolvimento do Distrito Federal. Entre os destaques da noite, a homenagem a Maria Célia Leão colocou em evidência a importância de apoiar iniciativas que conectam conhecimento, inovação e transformação social.

GDF prepara 420 propostas para ampliar investimentos com recursos federais

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Foto: Divulgação/Seec-DF

 

A governadora Celina Leão (PP) apresentou aos deputados federais e senadores que representam o Distrito Federal no Congresso Nacional uma carteira com 420 projetos prioritários para receber recursos de emendas parlamentares em 2027. As propostas, organizadas pelo Governo do DF, somam R$ 4,3 bilhões e abrangem investimentos em serviços públicos, obras e programas sociais em diferentes regiões administrativas.

A iniciativa busca mobilizar a bancada federal para direcionar recursos às principais demandas da capital. O planejamento foi elaborado pela Secretaria de Economia (Seec-DF) e reúne sugestões de órgãos da administração direta e indireta, com ações que vão desde a ampliação da rede de atendimento à população até melhorias na infraestrutura urbana.

Em carta enviada aos parlamentares, Celina destacou que a seleção foi construída a partir de necessidades concretas do Distrito Federal. A governadora ressaltou que a destinação das emendas poderá contribuir para fortalecer os serviços oferecidos pelo poder público, ampliar a capacidade de investimento do governo e levar melhorias à população de todas as regiões administrativas.

A carteira contempla diferentes áreas de atuação. Saúde e bem-estar concentram 88 projetos, seguidos por indústria, inovação e infraestrutura, com 52 propostas. A educação reúne 48 iniciativas, enquanto outras 42 estão relacionadas a políticas de enfrentamento das desigualdades sociais.

Entre os investimentos apresentados estão duas novas unidades da Casa da Mulher, previstas para Ceilândia e Planaltina. Cada equipamento terá orçamento estimado em R$ 7,5 milhões e estrutura de 1,5 mil metros quadrados. A proposta é oferecer acolhimento, assistência integral e atendimento especializado a mulheres vítimas de violência.

Na mobilidade, uma das prioridades é a modernização do sistema de radiocomunicação do Metrô-DF, com previsão de R$ 54 milhões. O projeto inclui a implantação de uma nova tecnologia, além de serviços de manutenção e suporte operacional. O objetivo é substituir equipamentos antigos e garantir maior segurança e eficiência na comunicação das equipes.

Entre as intervenções previstas está a construção de um viaduto em São Sebastião, na DF-027 (EPJK). A obra ficará a cargo do Departamento de Estradas de Rodagem (DER-DF) e pretende melhorar o fluxo de veículos em um trecho que registra congestionamentos e interrupções frequentes.

Na área de emprego e renda, o QualificaDF poderá receber R$ 60 milhões. Os recursos serão destinados às ações de capacitação profissional desenvolvidas pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedest-DF), com foco na preparação dos trabalhadores para as oportunidades do mercado.

O planejamento inclui ainda R$ 15,3 milhões para a manutenção dos abrigos de ônibus do DF, além de projetos ambientais e iniciativas voltadas ao desenvolvimento econômico e social.

Na divisão das emendas de bancada, o desenvolvimento territorial concentra a maior previsão de recursos, com R$ 1,2 bilhão distribuído em 21 propostas. O eixo econômico reúne dez projetos, estimados em R$ 422,5 milhões. A educação também conta com dez iniciativas, que somam R$ 418 milhões. Para o meio ambiente, estão previstos R$ 85 milhões, enquanto o desenvolvimento social reúne propostas avaliadas em R$ 54,6 milhões.

O secretário de Economia, Valdivino de Oliveira, destacou que a participação dos representantes do DF no Congresso é essencial para transformar as prioridades apresentadas em ações efetivas. Segundo ele, as emendas parlamentares representam um instrumento para ampliar investimentos que impactam diretamente o cotidiano dos moradores, especialmente nos serviços essenciais.

De acordo com o subsecretário de Captação de Recursos da Seec-DF, Sadi Peres Martins, os projetos incluídos no caderno apresentam maturidade média ou alta, o que demonstra que as propostas já avançaram em sua preparação técnica. O documento também reúne sugestões de menor valor, que podem ser contempladas por emendas individuais e de comissão.

A carteira foi elaborada com base nos registros do Sistema de Gerenciamento de Recursos (Siger/Seec) e nas indicações dos órgãos do GDF. As iniciativas também estão alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), estabelecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU).

A relação completa dos 420 projetos pode ser consultada no Caderno de Sugestões de Emendas Federais.

Vacinação contra influenza é ampliada e chega a toda a população do DF

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Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF

Moradores do Distrito Federal que ainda não receberam a vacina contra a gripe poderão se imunizar a partir desta quarta-feira (4). Com a ampliação da campanha, o imunizante passa a ser oferecido a toda a população, independentemente da idade ou da condição de saúde. A medida busca ampliar a proteção contra a influenza e reduzir os riscos de complicações provocadas pelo vírus.

Para atender à demanda, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) mantém um estoque superior a 40 mil doses. Os imunizantes estão disponíveis nas salas de vacinação da rede pública, onde os interessados podem procurar atendimento.

Para a maioria das pessoas, o esquema vacinal prevê uma única dose. No caso de crianças entre 6 meses e 8 anos que nunca receberam a vacina contra a influenza, entretanto, são necessárias duas aplicações. A segunda dose deve ser administrada 30 dias após a primeira.

O acesso é simples: basta comparecer a um dos pontos de vacinação com documento de identificação. A apresentação da caderneta de vacinação também é recomendada. A relação das unidades que oferecem o serviço pode ser consultada no site da Secretaria de Saúde.

A ampliação tem como objetivo aumentar a proteção coletiva e reduzir os impactos da circulação do vírus, incluindo complicações respiratórias, internações e mortes. Com a nova etapa, pessoas que não estavam contempladas inicialmente também passam a ter a oportunidade de se proteger contra a doença.

Imunização dos públicos prioritários continua

A ampliação do público não altera as orientações destinadas às pessoas que integram os grupos prioritários. A campanha estabeleceu como meta alcançar 90% de cobertura vacinal entre crianças, gestantes, puérperas, idosos, indígenas, trabalhadores da saúde e pessoas com comorbidades.

Até o momento, a cobertura vacinal no Distrito Federal está em 57,3%, percentual abaixo da meta estabelecida. Diante desse cenário, a Secretaria de Saúde reforça a importância de que os integrantes desses grupos também procurem as unidades de vacinação para garantir a proteção contra a influenza.

A recomendação é especialmente importante para quem apresenta maior vulnerabilidade a complicações provocadas pela gripe, como agravamento de doenças preexistentes, problemas respiratórios e necessidade de internação.

Com a vacinação disponível para toda a população, a expectativa é ampliar a adesão à campanha e fortalecer a prevenção contra a influenza no Distrito Federal.

Gari Sangue Bom chega à 12ª edição com ação em Planaltina

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Planaltina será palco de mais uma mobilização em favor da doação voluntária de sangue nesta quinta-feira (5). A cidade recebe a 12ª edição do Gari Sangue Bom, projeto que transforma o envolvimento dos profissionais da limpeza urbana em incentivo à solidariedade e à participação da comunidade em uma causa que pode salvar vidas.

Promovida pela Secretaria de Atendimento à Comunidade (Seac-DF), a ação ocorrerá das 9h às 16h, no estacionamento da Administração Regional de Planaltina. Os atendimentos serão realizados em uma unidade móvel da Fundação Hemocentro de Brasília, que levará a estrutura de coleta até a população, facilitando o acesso dos moradores à doação.

A iniciativa reforça a importância de manter os estoques de sangue abastecidos. Como as transfusões são necessárias em cirurgias, tratamentos médicos e situações de emergência, a contribuição dos voluntários é essencial para garantir o atendimento de pacientes que dependem desse recurso.

O projeto também destaca o papel social dos garis, profissionais que, além de contribuírem diariamente para a conservação dos espaços públicos, participam da divulgação da campanha e ajudam a aproximar a causa da população. A atuação desses trabalhadores amplia o alcance da mobilização e demonstra como o engajamento comunitário pode gerar benefícios para toda a sociedade.

A secretária de Atendimento à Comunidade, Clara Roriz, destaca que o objetivo é aproveitar a participação dos profissionais da limpeza urbana para despertar o interesse de mais pessoas pela doação voluntária.

“Os trabalhadores da limpeza urbana estão presentes no cotidiano da população e, por meio do Gari Sangue Bom, também se tornam agentes de uma corrente de solidariedade. Nossa intenção é incentivar cada vez mais pessoas a participar dessa causa e mostrar que um gesto individual pode representar uma nova oportunidade de vida para quem precisa”, afirma.

A realização da 12ª edição conta com o apoio da Fundação Hemocentro de Brasília, da Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb), do Serviço de Limpeza Urbana (SLU) e da Administração Regional de Planaltina. A parceria entre os órgãos permite integrar esforços e ampliar a presença da campanha na comunidade.

Como participar

Os interessados em doar sangue poderão procurar a unidade móvel do Hemocentro no estacionamento da Administração Regional de Planaltina, nesta quinta-feira (5), das 9h às 16h. No local, as equipes estarão disponíveis para orientar os voluntários sobre os procedimentos e os critérios necessários para a doação.

A mobilização é aberta à participação da comunidade e reforça a importância de transformar a solidariedade em uma atitude concreta. Uma única doação pode ajudar a salvar vidas e contribuir para que os serviços de saúde tenham condições de atender quem necessita de transfusão.

Distrito Federal lidera ranking nacional de reciclagem em 2026

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O Distrito Federal alcançou o primeiro lugar entre as unidades da Federação no indicador de Reciclagem de Lixo do Ranking de Competitividade dos Estados 2026, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP). Com índice de 13,75% de recuperação de materiais recicláveis, o DF obteve o melhor desempenho do país, à frente do Paraná, que registrou 7,59%, e do Rio Grande do Sul, com 4,72%.

O resultado evidencia o avanço das políticas de gestão de resíduos sólidos e o funcionamento de uma cadeia que reúne poder público, empresas prestadoras de serviços, cooperativas e população. Nesse contexto, o Serviço de Limpeza Urbana (SLU) desempenha papel fundamental na estruturação da coleta seletiva e no encaminhamento dos materiais para reaproveitamento.

A conquista representa uma evolução significativa em relação à edição anterior do indicador. O Distrito Federal deixou a sétima colocação e subiu seis posições até chegar ao topo do levantamento. No pilar de Sustentabilidade Ambiental, também apresentou desempenho expressivo, alcançando o segundo lugar, com nota 97,8.

Para o diretor-presidente do SLU, Luiz Felipe Carvalho, o reconhecimento demonstra a relevância de uma gestão de resíduos que combine eficiência dos serviços públicos, valorização dos trabalhadores e ampliação das possibilidades de reciclagem.

O resultado, segundo o gestor, é fruto de uma atuação coletiva. Além das iniciativas do governo, o desempenho depende diretamente do trabalho desenvolvido por cooperativas, associações de catadores e profissionais que participam das diferentes etapas da coleta seletiva. A manutenção dos avanços exige continuidade das políticas públicas e maior envolvimento dos moradores.

Trabalho das cooperativas impulsiona a recuperação de materiais

A reciclagem não termina quando os resíduos são recolhidos. Para que possam voltar à cadeia produtiva, os materiais precisam passar por separação, classificação e triagem. É nesse processo que catadores e cooperativas exercem uma função indispensável, transformando o que seria descartado em matéria-prima para novos produtos.

Atualmente, o SLU mantém contratos com 35 cooperativas e associações de catadores no Distrito Federal. As organizações participam diretamente das atividades de coleta e separação dos recicláveis. A operação também conta com três empresas prestadoras de serviços de limpeza urbana responsáveis pela execução da coleta seletiva.

Na Cooperativa Cooperlivre, a presidente Josimara Batista observa melhorias na qualidade dos materiais que chegam para triagem. Apesar da evolução, ela aponta que a mistura de resíduos orgânicos e rejeitos com itens recicláveis ainda representa um obstáculo ao aproveitamento adequado.

A separação correta deve começar nas residências. Quando os materiais chegam às cooperativas sem contaminação, a triagem se torna mais eficiente, diminui o volume de itens descartados e oferece melhores condições para o trabalho dos catadores.

Ampliação do serviço pode alcançar mais moradores

Levar a coleta seletiva a um número maior de regiões é uma das estratégias para aumentar a recuperação de materiais no Distrito Federal. Com a criação de duas novas regiões administrativas, o SLU prevê a expansão do atendimento para contemplar mais localidades e ampliar o acesso da população ao serviço.

A iniciativa poderá fortalecer toda a cadeia da reciclagem. Com maior cobertura, a expectativa é aumentar a quantidade de materiais encaminhados às cooperativas, reduzir o descarte de recicláveis no Aterro Sanitário de Brasília e ampliar as oportunidades de trabalho para os profissionais do setor.

A expansão também cria condições para aproximar novos moradores das práticas de separação dos resíduos. Quanto maior a participação da população, melhores são as possibilidades de reaproveitamento e menor tende a ser o volume de materiais que poderiam retornar ao ciclo produtivo, mas acabam destinados à disposição final.

Auditoria dos dados reforçou a confiabilidade do ranking

Além do trabalho desenvolvido na coleta e na triagem, a metodologia utilizada para calcular o indicador passou por mudanças na edição de 2026. O levantamento adotou critérios mais rigorosos de apuração, exigindo maior comprovação dos volumes de materiais recicláveis informados pelos estados.

De acordo com a diretora técnica do SLU, Andrea Almeida, a utilização de registros verificáveis torna a avaliação mais precisa. Um dos procedimentos considerados é a conferência das informações das balanças de pesagem, que permite comprovar os quantitativos efetivamente recebidos e recuperados.

A adoção desses critérios contribui para dar maior consistência aos resultados e aprimorar a comparação entre as unidades da Federação. Nesse contexto, o desempenho do Distrito Federal ganha relevância por refletir informações submetidas a procedimentos de verificação.

Andrea também ressalta a participação da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa), que se destacou pela iniciativa de auditar os dados apresentados pelo SLU por meio do Projeto Acertar.

Desenvolvido em âmbito nacional, o projeto busca aprimorar a qualidade das informações sobre saneamento básico fornecidas pelos prestadores de serviços. Para isso, estabelece procedimentos de auditoria e certificação que verificam a consistência dos dados, contribuindo para ampliar a transparência e a confiabilidade das informações utilizadas na gestão pública.

Separação correta começa dentro de casa

Mesmo com a estrutura de coleta e o trabalho das cooperativas, a participação dos moradores continua sendo determinante para o sucesso da reciclagem. A destinação adequada dos resíduos começa antes da coleta, com a separação dos materiais nas residências.

A orientação do SLU é que os recicláveis sejam mantidos separados dos resíduos orgânicos e dos rejeitos. Também é importante respeitar os dias e horários definidos para a passagem dos caminhões em cada região administrativa, evitando que os materiais sejam descartados de maneira inadequada.

Os moradores podem consultar a programação da coleta seletiva no site do SLU ou pelo aplicativo SLU Coleta DF.

A liderança nacional representa um marco para a gestão de resíduos sólidos no Distrito Federal, mas também evidencia a importância de dar continuidade às ações que contribuíram para esse desempenho. Ampliar a cobertura da coleta seletiva, qualificar a separação dos materiais e fortalecer o trabalho das cooperativas são medidas essenciais para consolidar os resultados e avançar na construção de uma cidade com menor desperdício e maior aproveitamento de recursos.

HRT se consolida como referência em assistência farmacêutica oncológica no DF e Entorno

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Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF

 

A rotina de quem enfrenta um tratamento contra o câncer exige atenção a diversos cuidados, especialmente quando há outros problemas de saúde envolvidos. No Hospital Regional de Taguatinga (HRT), uma equipe de farmacêuticos atua justamente nesse acompanhamento, orientando os pacientes sobre o uso correto dos medicamentos e buscando adaptar as recomendações às necessidades de cada pessoa.

O serviço completou dois anos de funcionamento em outubro e, nesse período, alcançou a marca de 9,5 mil medicamentos entregues. A estrutura conta com dez profissionais especializados em oncologia, responsáveis por acompanhar os pacientes atendidos pela unidade, que é referência no tratamento oncológico para moradores do Distrito Federal e do Entorno.

Durante as consultas, os farmacêuticos procuram conhecer os hábitos, as condições de saúde e as dificuldades enfrentadas por cada paciente. De acordo com Hugo Carvalho, responsável técnico pela farmácia, a orientação precisa considerar a realidade de quem está em tratamento. A proposta é construir um plano de cuidados que possa ser incorporado à rotina, sem desconsiderar as particularidades de cada indivíduo.

O atendimento ocorre de segunda a sexta-feira, das 7h às 12h e das 13h às 18h. Uma das etapas do trabalho é verificar todos os medicamentos utilizados pelo paciente, inclusive aqueles prescritos para condições que não estão diretamente relacionadas ao câncer.

Pessoas com diabetes, colesterol alto ou problemas de circulação, por exemplo, podem precisar conciliar diferentes medicamentos. Nesses casos, a equipe organiza os horários e avalia possíveis interações entre as substâncias, reduzindo os riscos associados ao uso simultâneo dos remédios.

O chefe da oncologia do HRT, José Lucas Pereira Júnior, ressalta que esse cuidado é especialmente importante diante de doenças mais agressivas. A administração dos medicamentos precisa seguir rigorosamente as orientações médicas, e o suporte farmacêutico contribui para evitar erros de dosagem e situações que possam comprometer a resposta ao tratamento ou favorecer uma recidiva.

A atuação da farmácia também envolve esclarecer dúvidas e incentivar a adesão às terapias. Segundo Natália Schmidt de Moraes, chefe da unidade, muitos pacientes precisam utilizar medicamentos durante períodos prolongados. Por isso, a equipe trabalha para que eles compreendam a importância de seguir as recomendações, mesmo quando o tratamento se estende por vários anos.

Outro desafio é orientar sobre os riscos de seguir receitas caseiras ou buscar alternativas divulgadas como soluções milagrosas contra o câncer. Os profissionais explicam que chás e plantas medicinais também podem interferir na ação dos medicamentos e provocar efeitos prejudiciais.

A recomendação é que os pacientes informem à equipe de saúde sobre qualquer produto que pretendam utilizar durante o tratamento. Dessa forma, a farmácia oncológica contribui para que o acompanhamento seja realizado com mais segurança e atenção às necessidades individuais.

Wellington Luiz e Gustavo Rocha avançam em articulações antes da posse de Celina

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A disputa por espaço na estrutura política do Distrito Federal começou antes mesmo da posse da governadora reeleita Celina Leão (PP). A 66 dias do início do novo mandato, o presidente da Câmara Legislativa (CLDF), Wellington Luiz (MDB), e o vice-governador eleito, Gustavo Rocha (Republicanos), protagonizam articulações que envolvem o comando do Legislativo e a organização da futura administração.

Wellington Luiz tem como objetivo permanecer pela terceira vez na presidência da CLDF. Para garantir a recondução, o emedebista articula o apoio de sete deputados de oposição ao governo que será comandado por Celina. A movimentação chama a atenção por envolver parlamentares que prometem fazer oposição à próxima gestão, o que poderá influenciar a relação entre os Poderes.

Gustavo Rocha, por sua vez, também participa ativamente das conversas políticas no Distrito Federal. Antes de assumir oficialmente a vice-governadoria, ele já se reúne com deputados distritais, mantém contato com deputados federais e senadores e concede entrevistas sobre os rumos da próxima administração.

Na semana passada, o vice-governador eleito esteve com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, e integrantes da bancada do Distrito Federal. O encontro teve como objetivo defender a manutenção das regras de atualização do Fundo Constitucional do Distrito Federal (FCDF).

A agenda de Rocha inclui ainda uma entrevista ao Correio Braziliense, prevista para esta quarta-feira (4/11), na qual deverá abordar as perspectivas para o futuro governo.

Nos bastidores, o vice-governador também é apontado como possível ocupante da Casa Civil e já teria manifestado interesse em disputar o Governo do Distrito Federal em 2030. As movimentações ocorrem antes mesmo de sua posse e sem que Celina tenha confirmado publicamente esses planos.

As articulações colocam a governadora reeleita diante de duas frentes de negociação: a composição do comando da Câmara Legislativa e a definição dos espaços e das responsabilidades dentro do próprio Executivo.

Celina passou dez dias descansando após a campanha eleitoral que garantiu sua reeleição. A formação da equipe e a condução das relações políticas com o Legislativo local e o Congresso Nacional estão entre as decisões que caberão à futura chefe do Executivo.

A eleição da nova Mesa Diretora da CLDF também será um momento importante para observar o posicionamento de Celina diante dos acordos em andamento. Até agora, ela não manifestou publicamente concordância com a articulação de Wellington Luiz nem com os movimentos políticos atribuídos a Gustavo Rocha.

Embora tenha sido eleito vice-governador, Gustavo ainda não assumiu o cargo. Sua participação nas negociações sobre a futura administração e as conversas sobre a sucessão de 2030 mostram que as articulações políticas no Distrito Federal já antecipam disputas que poderão influenciar os rumos da próxima gestão.

Música e solidariedade tornam rotina hospitalar mais leve no Hospital de Base

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Foto: Divulgação/IgesDF

O cuidado com pacientes em tratamento contra o câncer também passa por gestos que vão além dos procedimentos médicos. No Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), uma mobilização organizada por profissionais da assistência oncológica mostrou como música, atenção e solidariedade podem contribuir para tornar a permanência no hospital mais acolhedora.

A atividade foi realizada no décimo andar da unidade, onde pacientes e acompanhantes foram surpreendidos por uma programação especial ao som de “Anunciação”, de Alceu Valença. A equipe preparou a entrega de presentes, entre eles almofadas e lembranças arrecadadas por meio de doações, proporcionando um momento de integração em meio à rotina de cuidados e internações.

A mobilização fez parte das ações do Outubro Rosa e envolveu profissionais de enfermagem, medicina, psicologia, serviço social, farmácia, fonoaudiologia, terapia ocupacional, fisioterapia e nutrição.

De acordo com Kelly Marques, chefe do Serviço de Assistência Oncológica do décimo andar, a iniciativa teve como propósito aproximar a campanha das mulheres que já convivem com o diagnóstico e também de seus familiares. Para ela, criar momentos de alegria durante o tratamento é uma forma de oferecer suporte emocional e mostrar que o acolhimento também integra o cuidado.

Essa atenção ganhou significado especial para Oselina Ramos de Souza, que acompanha a irmã, Maria Ramos de Queiroz. Natural da Bahia, Maria está no Distrito Federal para realizar o tratamento. Durante a atividade, Oselina falou sobre a dedicação à irmã e reconheceu o trabalho dos profissionais responsáveis pela assistência.

A acompanhante afirmou que enfrenta esse período ao lado da irmã com amor e fé. A entrega dos presentes acabou se transformando em um dos momentos mais marcantes da visita. Emocionada, ela contou que as lembranças a fizeram recordar momentos felizes da família e agradeceu pelo carinho recebido pelas duas.

Além de proporcionar uma experiência diferente dentro do hospital, a programação chamou atenção para outro aspecto essencial do enfrentamento ao câncer: a descoberta da doença em estágios iniciais.

Mamografia e acompanhamento ajudam na detecção precoce

O médico Sandro Martins, que acumula 26 anos de experiência na área de oncologia, destaca que o diagnóstico antecipado pode fazer diferença no resultado do tratamento. Quando o tumor é identificado antes de provocar sintomas, as possibilidades terapêuticas tendem a ser maiores, com melhores perspectivas de recuperação e menor necessidade de intervenções mais complexas.

O especialista também alerta para a dificuldade de ampliar a participação das mulheres nos exames de rastreamento. Conforme dados do Panorama do Câncer de Mama mencionados por ele, a cobertura da mamografia no Brasil raramente supera 40% da população que deveria realizar o exame.

Pelas recomendações do Sistema Único de Saúde (SUS), o rastreamento é indicado para mulheres entre 50 e 74 anos. Pessoas com fatores de risco específicos, no entanto, podem necessitar de avaliação médica e acompanhamento em uma idade diferente, conforme cada caso.

Sandro ressalta que campanhas de conscientização precisam resultar em cuidados efetivos. A recomendação é que as mulheres procurem as unidades básicas de saúde, conversem com os profissionais e recebam orientação sobre os exames adequados para sua faixa etária e condição individual.

A iniciativa no Hospital de Base reforçou justamente essa mensagem: combater o câncer de mama envolve informação, prevenção, acesso ao diagnóstico e uma rede de cuidado capaz de acolher também pacientes e familiares durante o tratamento.

Aplicativo de ônibus do DF chega a 680 mil usuários e registra mais de 1 milhão de mensagens

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O aplicativo DF no Ponto ampliou a comunicação entre os passageiros e o sistema de transporte público do Distrito Federal. A plataforma contabilizou mais de 1,1 milhão de mensagens enviadas e 412 mil recebidas em outubro, segundo balanço da Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob-DF). O volume de interações com o público cresceu mais de 200% em relação a 2025.

Ao todo, o painel de atendimento registrou 77.646 conversas. As consultas relacionadas à operação dos ônibus responderam por mais de 92% das mensagens trocadas, com destaque para a busca por informações sobre horários e deslocamentos.

A ferramenta “Próximas partidas”, utilizada para verificar os horários dos ônibus, liderou as consultas, com 37.102 registros. A tabela horária apareceu na sequência, com 28.638 acessos, enquanto o planejamento de viagem contabilizou 5.939.

O levantamento também identificou 5.135 mensagens relacionadas a reclamações e denúncias. A plataforma chegou a 680.452 usuários ativos no mês.

Para a secretária de Transporte e Mobilidade, Sandra Holanda, o aplicativo facilita o acesso dos passageiros a informações sobre o funcionamento do transporte coletivo. Segundo ela, a ferramenta “entrega informação segura, clara e atualizada para quem usa o transporte público coletivo do Distrito Federal”.

QR Codes nas paradas também ampliam consultas

Além dos acessos pelo aplicativo, os passageiros têm utilizado os códigos QR disponibilizados nas paradas de ônibus para consultar informações sobre o serviço. No período analisado, esse recurso reuniu 513.152 usuários e alcançou 2.604.888 visualizações.

O DF no Ponto contabilizou ainda 637.310 novos usuários. Entre os sistemas operacionais, o Android concentrou 461.315 usuários, correspondentes a 68% do total. O iOS registrou 219.765 usuários, com participação de 32%.

Os números de utilização da plataforma acompanham a dimensão da rede de transporte coletivo do Distrito Federal. Entre janeiro de 2025 e outubro de 2026, o sistema transportou 194,3 milhões de passageiros. A operação conta com 3.443 veículos e índice de eficiência de 94,38%.